Saturno Retrógrado

by D Mingus

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about

RELEASE

Após seu último trabalho solo, Fricção (2013), o compositor-músico-produtor D Mingus retorna com seu 4º album, intitulado "Saturno Retrógrado".
Sempre modificando suas palhetas de tintas sonoras, dessa vez Mingus traz uma sonoridade mais pesada do que de costume, aproximando-se do rock de guitarras distorcidas mas mantendo os vôos estéticos não convencionais que brotam naturalmente nos arranjos de suas canções.
O disco conta com participações especiais de músicos afins como Rama Om e Graxa (antigos companheiros de banda), Matheus Mota, Júlio Ferraz (Novanguarda), Juvenil Silva, Bonifrate (Supercordas), Zeca Viana e Daniel Liberalino.

credits

released July 31, 2015

Execução*, gravação**, edição, mixagem e masterização por D Mingus entre 2013 e julho/2015 no Home Studio Pé-de-Cachimbo
*Participações Especiais: Rama Om (djembê nas faixas 1 e 7); Bonifrate (vocais e viola de 10 na faixa 1); Júlio Ferraz (vocais e guitarras noise - faixa 3 -, solo com wah-wah - faixa 10); Daniel Liberalino (colagens sonoras na faixa 1; mellotron e guitarra na faixa 3); Juvenil Silva (guitarra fuzz na faixa 4); Zeca Viana (baixo na faixa 5); Matheus Mota (rodhes e mellotron na faixa 7); Angelo Souza Graxa (vocais, hammond - e violão na introdução - da faixa 12).
** djembês das faixas 1 e 7, gravados no home studio Duzamigo
** vocais e viola de 10 na faixa 1: gravados no home studio de Bonifrate (RJ)
** guitarra fuzz dobrada e limpa da faixa 2: gravada no home studio Área 51 (Fernando Soares)
** guitarras da faixa 10; guitarras noise e vocais da faixa 3: gravados no home studio de Júlio Ferraz
** guitarra, mellotron e colagens sonoras das faixas 1 e 3: gravadas no home studio Onde Der Records (RN)
** baixo na faixa 5: gravado no home studio Recife Lo-fi Records
** rodhes e mellotron na faixa 7: gravados no home studio Ubu Records
** vocais, hammond - e violão na introdução - da faixa 12: gravados no home studio Despensa Records

Arte Gráfica: Matheus Mota

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D Mingus Recife, Brazil

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Track Name: Xamã Orubá
Xamã Orubá
(Mingus)

no meio da noite
acordou e sonhando caminhou até
a serra do Ororubá
onde o esperava sentado um velho pajé

que o ofereceu a bebida sagrada
de um deus vegetal - Jurema
E a iniação espiritual
deu-se então...

(citação: canto xucuru contido no documentário "Rito Sagrado Xucuru" - 2009)
Track Name: Zeto, o tal
Zeto, o tal
(Mingus)

pelo buraco do tatu
a terra do nunca
no sertão do Pajeú

Zeto era o tal
tocando arribação (soprando arribação)
na viola ancestral (num pife ancestral)

montado em um burro brabo
não temia a deus
nem ao próprio diabo

Zetotal
Zenimguém
Track Name: O náufrago
O náufrago
(Mingus / A. Ferraz)

a tempestado meu barco atravessou
ma(i)s um pedaço dele lá ficou
e no mar calmo em que agora vai
vou reparar o que se quebrou

jogando minha rede contra a maré
às vezes o que eu pesco
é deserto, não dá pé
mas quando atraco fugindo do mal tempo
náufrago de mim mesmo eu sou

navegar, sem cessar
barco que não pode ancorar
Track Name: Carnaval dos Sentidos
Carnaval dos Sentidos
(Mingus)

Como um letreiro solar
é aquela garota que aparece
um signo indecifrável
que incandeia e me aquece

Não era sossego não
só tédio, indecisão
e o vento frio aqui de fora
é cúmplice da minha provação

Fui de repente invadido
no tempo do absurdo agora estou
com o carnaval dos sentidos
a multidão me abraçou

Louco que nega o são
gozando sem aflição
o tempo efêmero desse encanto
salto do expresso salvação
Track Name: Mágica e Luz
Mágica e luz
(Mingus)

Devorava com meus olhos incansáveis
Teu livro de sons
Cores, sabores, perfumes, toques nus...
Mas perdi-me em rótulos,
em bulas e jornais
em best sellers, comerciais

Fiquei cego dos sentidos
E com a razão
Cheia de detritos da emoção

Vem trazer de volta
Tua mágica e luz
Track Name: Ostracity
Ostracity
(Mingus)

ostracity
fechada em sua própria escrotice
ondas num mar de mormaço
teu sorriso falso

ostracity
gritei verdades mas não me ouvistes
tubarões rondando barcos
farejam meu cansaço

ostracity
se eu não desisto mesmo assim triste
é pela minha viola
que insiste em transformar
vermes em
pérolas (do mar)
Track Name: Jovem Vampiro
Jovem vampiro
(Mingus)

Na galeria do centrão
ela permanece um arrastão
falange das horas no refrão
de um roque sujo da última estação

Na boemia a encontrei
quando me perdi de vocês
o seu beijo me liquefez
enrolo um bagulho com as velhas leis

sangue novo me refez
um jovem vampiro em sua embriaguês
e agora, já passam das três
espero o bacurau mais uma vez

You better find some inner fire
(some fire)
You better find some inner fire
(some fire)
You better find some inner fire
(some fire)
You better find
let's search some fire
Track Name: Gato da Cidade
Gato da cidade
(Mingus)

Gato da cidade
sei quantos telhados tens pisado
Mesmo desamparado
Teu instinto sempre tem te levado
a sobreviver

de galho em galho
muro em muro
grade em grade

Teus olhos vidrados
não gozam de humana piedade
Tuas garras cortantes
dividem tua sina em metades

não és presa incauta
és luta
ou fuga desembestada

À noite vagas errante
durante o dia vasculhas os escombros
Reviras o lixo
quando não achas um rato ou um pombo
Track Name: Revolução #3.1
Revolução # 3.1
(Mingus)

voando baixo pela rua
"procure e destrua"
eu vou te cuspir solidão
te pôr em auto-combustão

antiquado ou o quê
esse rock tem o poder
de falar mais alto
e te tomar de assalto

Tenho boas intenções
mas hoje não...
só quero pesar
como chumbo no ar,
a porta escancarar

não adianta se esquivar
com as amigas no bar
eu vou invadir o salão
e fazer a revolução
Track Name: Santanestesia
Santanestesia
(Mingus)

santanestesia
vem alinhavar esse dia
é tanta vacilação
da raça humana
aplaca essa consciência aguda
aplaca essa consciência aguda
que fura-me o medo na agulha

abandono meu corpo
nesse momento de dor
vou pra outra dimensão
furando o medo na agulha
Track Name: Sinfônico Blues
Sinfônico blues
(Mingus)

no escuro compus
sinfônico blues
com cordas da minha forca
madeira da cruz
meu pesar

em um fosso secreto
do piano bar
uma orquestra de fantasmas
a me acompanhar
resignados

vento do norte
sopraste uma canção
quebrando grilhões do passado
mas não me ensinaste o perdão
carrego pedras na mão